terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Tabelinha (mais que especial) com....WILSON FRANÇA!!


Wilson Leonel Pinto de França, por este nome talvez te lembre alguém, mas quando a vinhetinha ia pro ar com "Wilson, Wilson França!!" era batata! Tinha emoção, verdade e bom senso vindo pela frente. Pra mim, ele é o cara! Sou fã demais, tenho uma relação com o rádio que só as paredes do meu quarto testemunharam quando criança e o meu parceiro das quartas, sábados e domingos era ele, sim o Tabelinha de hoje é com o mestre, que muitos chamam carinhosamente de dinossauro,  é rockeiro, amante da boa música, do bom papo, seu texto é uma flecha, sua inteligência admirável, ele é WILSON FRANÇA!!!!!


Esporte  Joinville -      Como aconteceu o rádio na sua vida? 
Wilson França - Tinha 14 anos e jogava futebol no time do Colégio São José, em P. União. Meu pai era da diretoria de outro clube e o colégio, onde eu já tinha um jornalzinho (mimeógrafo) mandou um padre falar com minha mãe, prometendo um trabalho na Rádio União, seu continuasse jogando no time. Fui trabalhar na rádio, como redator de notícias. Morreu o ponta direita e nasceu o radialista.  

           EJ - Qual foi tua primeira experiência?  O rádio esportivo aconteceu de que forma? 
WF - Nos Jogos Estudantis da Primavera, em União da Vitória, meu trabalho era buscar as escalações de times (volley, basquete) para alguém transmitir. Cansado e meio sob efeitos etílicos, o narrador, sem me avisar, colocou-me no ar e eu transmiti o 1º jogo de volley da minha vida. 

           EJ - Tens alguma mania antes de narrar ou comentar os jogos? 
          WF - Sim, de beber somente água e alimentar-me pouco, no dia da transmissão.


          EJ - Qual a importância da música na tua vida, e quais os gêneros que mais aprecia?
        WF - Creio que minha mãe influenciou muito e na família do meu pai todos arranhavam algum instrumento. Gosto de tudo (menos esse tal de “universitário” e seus asseclas), mas prefiro MPB, Jazz, Blues e principalmente rock.

          EJ - Tem alguma referência dentro da mídia? Qual e Porquê? 
        WF - Ildo Campelo, pelas poesias (que pouca gente conhece), sarcasmo, cultura, crítica. João Saldanha, pelo estilo, criatividade, posições políticas. Dualcei Bueno de Camargo (narrador) pela preocupação em narrar o jogo, sem criar situações teatrais.

          EJ  - Boa parte da família envolvida com comunicação, tá no sangue? é vocação? 
         WF - Nossa mãe, que é comunicativa, sem ser comunicadora (Olha o Édipo, aí!) sempre nos encaminhou para a música e literatura e o pai (torcedor de futebol) nos fez pegar gosto pelo jogo.

          EJ  - Qual o gol que narraste que nunca sai da cabeça? 
        WF - Foram tantos, que é difícil citar um. Mas arrisco: o de Basílio contra a Ponte, na final do campeonato paulista que tirou o Corinthians da fila depois de 23 anos; o de Nunes, em P.Alegre que deu o campeonato  brasileiro ao Flamengo; alguns de Tonho, Nardela, Zé Paulista e tantos outros.


          EJ - Qual a tua seleção do JEC de todos os tempos? Pode ter banco e tudo! Quais os treinadores que mais gostastes? 
      WF - Fazer seleções do Jec é difícil, pois cometeria injustiças. Treinadores fica mais fácil: Alcino (Simas), Velha, João Francisco, Diéde (Lameiro), Arthur Netto,(Wagner) Benazzi.

          EJ - O que preferes narrar, comentar ou escrever? 
      WF - Por ser conhecido do futebol, às vezes esquecem de perguntar, o que mais gosto, que é ser apresentador de programas. Mas, depois disso, pela ordem: escrever, narrar e comentar.

       EJ - Considerações finais, espaço aberto para colocar o que quiseres ou algo que não foi perguntado e gostarias de responder! 
WF - Sempre, por ser pai coruja, gosto de citar que amo muito quatro homens: meu pai, meus filhos Francis (engenheiro químico), Bruno (eterno Drop-Out) e meu neto Bernardo.


Fico honrado e muitíssimo feliz em poder colocar no ar uma entrevista com um dos meus heróis de infância.
Este foi o tabelinha com o mestre, o NOSSO NOSSO NOSSO (sempre que vejo um gol do JEC, é a primeira coisa que vem a cabeça, em cada gol do acesso, a minha narração mental, era com o França e o bordão) WILSON FRANÇA

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