
Esporte Joinville - Como aconteceu o
rádio na sua vida?
Wilson França - Tinha 14 anos e jogava futebol no time do Colégio São José, em P. União.
Meu pai era da diretoria de outro clube e o colégio, onde eu já tinha um
jornalzinho (mimeógrafo) mandou um padre falar com minha mãe, prometendo um
trabalho na Rádio União, seu continuasse jogando no time. Fui trabalhar na
rádio, como redator de notícias. Morreu o ponta direita e nasceu o radialista.
EJ - Qual foi tua primeira
experiência? O rádio esportivo aconteceu
de que forma?
WF - Nos Jogos Estudantis da Primavera, em União da Vitória, meu trabalho era
buscar as escalações de times (volley, basquete) para alguém transmitir.
Cansado e meio sob efeitos etílicos, o narrador, sem me avisar, colocou-me no
ar e eu transmiti o 1º jogo de volley da minha vida.
EJ - Tens alguma mania antes de
narrar ou comentar os jogos?
WF - Sim, de beber somente
água e alimentar-me pouco, no dia da transmissão.
EJ - Qual a importância da música na tua vida, e quais os gêneros que mais
aprecia?
WF - Creio que minha mãe influenciou
muito e na família do meu pai todos arranhavam algum instrumento. Gosto de tudo
(menos esse tal de “universitário” e seus asseclas), mas prefiro MPB, Jazz,
Blues e principalmente rock.
EJ - Tem alguma referência dentro da
mídia? Qual e Porquê?
WF - Ildo Campelo, pelas poesias (que
pouca gente conhece), sarcasmo, cultura, crítica. João Saldanha, pelo estilo,
criatividade, posições políticas. Dualcei Bueno de Camargo (narrador) pela
preocupação em narrar o jogo, sem criar situações teatrais.
EJ - Boa parte da família envolvida com comunicação, tá no sangue? é
vocação?
WF - Nossa mãe, que é comunicativa, sem ser comunicadora (Olha o Édipo, aí!)
sempre nos encaminhou para a música e literatura e o pai (torcedor de futebol)
nos fez pegar gosto pelo jogo.
EJ - Qual o gol que narraste que
nunca sai da cabeça?
WF - Foram tantos, que é difícil citar um. Mas arrisco: o de Basílio contra a
Ponte, na final do campeonato paulista que tirou o Corinthians da fila depois
de 23 anos; o de Nunes, em P.Alegre que deu o campeonato brasileiro ao Flamengo; alguns de Tonho,
Nardela, Zé Paulista e tantos outros.
EJ - Qual a tua seleção do JEC de todos os tempos? Pode ter banco e tudo!
Quais os treinadores que mais gostastes?
WF - Fazer seleções do Jec é difícil, pois cometeria injustiças. Treinadores
fica mais fácil: Alcino (Simas), Velha, João Francisco, Diéde (Lameiro), Arthur Netto,(Wagner) Benazzi.
EJ - O que preferes narrar, comentar
ou escrever?
WF - Por ser conhecido do futebol, às vezes esquecem de perguntar, o que mais
gosto, que é ser apresentador de programas. Mas, depois disso, pela ordem:
escrever, narrar e comentar.
EJ - Considerações finais, espaço aberto para colocar o que quiseres ou
algo que não foi perguntado e gostarias de responder!
WF - Sempre, por ser pai coruja, gosto de citar que amo muito quatro homens:
meu pai, meus filhos Francis (engenheiro químico), Bruno (eterno Drop-Out) e
meu neto Bernardo.
Fico honrado e muitíssimo feliz em poder colocar no ar uma entrevista com um dos meus heróis de infância.
Este foi o tabelinha com o mestre, o NOSSO NOSSO NOSSO (sempre que vejo um gol do JEC, é a primeira coisa que vem a cabeça, em cada gol do acesso, a minha narração mental, era com o França e o bordão) WILSON FRANÇA

Evidentemente q sou suspeito, mas valeu Fernando! O França é o cara!
ResponderExcluirGilvan de França