quarta-feira, 29 de setembro de 2010

NBB ultimas notícias

NBB - Pré-temporada da Arbitragem

Liga Nacional de Basquete realiza clínica, a partir desta quinta-feira, para definir padronizações e critérios, além de avaliá-los fisicamente para a próxima edição do NBB

Buscando um maior aprimoramento dos árbitros, a Liga Nacional de Basquete (LNB), em parceria com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), realiza, neste final de semana, a Pré-temporada da Arbitragem 2010/2011. O intuito desse encontro é definir os padrões e critérios para a disputa da próxima edição do NBB. Além disso, uma série de avaliações serão realizadas para medir as condições físicas de cada árbitro antes do início da competição. Os testes serão feitos por pesquisadores da Faculdade de Educação Física da Unicamp.

As atividades têm início às 20h desta quinta-feira (30 de setembro) e se estendem até às 13h do sábado (2 de outubro). Ao todo, 48 árbitros participarão das atividades, que serão realizadas na sala de aula, com palestras e orientações, e dentro de quadra, com o aprimoramento técnico e as avaliações físicas.

"Os objetivos desta clínica são a padronização e o direcionamento dos árbitros, além de passarmos as atualizações das novas regras", explicou o coordenador de arbitragem da LNB, Antônio Carlos Affini. "Estamos mostrando como ter uma condição melhor através dos testes, não só físicos, mas também do acompanhamento técnico e psicológico. Todo esse trabalho será feito para saber a condição em que o árbitro está", completou.

Para aqueles que não alcançarem os resultados esperados, a LNB orientará os árbitros no sentido de que todos estejam em suas melhores condições antes do início do NBB, que começa no dia 29 de outubro com o jogo entre São José/Unimed/Vinac e Uniceub/BRB/Brasília.

"Vamos direcionar como ele deve agir. Vamos indicar o que ele deve fazer para poder melhorar antes do campeonato", declarou Affini.


Sucesso da arbitragem brasileira

A Pré-Temporada da Arbitragem do NBB 2010/2011 marcará o encontro de um dos melhores quadros de arbitragem da história do basquete nacional. Dos 48 árbitros que participarão do evento, alguns deles atuaram nas principais competições interncionais, como Campeonatos Mundiais e Jogos Olímpicos. Dentre os principais estão Carlos Renato dos Santos (Olimpíada de Sydney 2000 e Atenas 2004 e o Mundial Masculino de 1998 e 2002); Cristiano Maranho (Olimpíada de Pequim 2008 e Mundial Masculino Adulto 2006 e 2010); José Carlos Pelissari (Olimpíada de Atlanta 1996 e Mundial Masculino Adulto 1994); Marcos Benito (Mundial Masculino Adulto 2010); Sérgio Pacheco (Mundial Feminino Adulto 1998).


Segue abaixo a programação da clínica de árbitros promovida pela LNB:

Clínica de árbitros Liga Nacional de Basquete
Local: Faculdade de Educação Física - Unicamp
Data: 30/09/10 à 02/10/10

PROGRAMAÇÃO

Dia 30/09/10 - Quinta-feira (Hotel)
Chegada dos participantes até as 19 horas
20:00 - Abertura e Esclarecimentos

Dia 01/10/10 - Sexta-feira
Manhã: (Hotel)
08:30 - Atualização de Regras(apresentação de vídeos)
10:00 - 10:45 - Intervalo
10:45 - 11:30 - Mecânica de 3
11:30 - 12:00 - Como Administrar Conflitos em uma partida

Tarde: (Faculdade de Educação Física - Unicamp)
13:30 - Apresentação e Avaliação do Grupo de Trabalho da UNICAMP
13:45 - 15:30 - Apresentação dos resultados das Avaliações anteriores
15:30 - 15:45 - Intervalo
15:45 - 18:00 - Avaliação Metabólica Basal e Antrométrica
18:00 - 18:30 - Intervalo

Noite: (Hotel)
19:00 - 20:30 - Padronização e Pontos de Ênfase
- Controle do jogo
- Jogo fora da Bola
- Controle dos bancos
- Falta antidesportiva
- Lei de vantagem/desvantagem
- Palestra: Apito duplo e comunicação

Dia 02/10/10 - Sábado
Manhã: (Ginasinho da FEF-Unicamp e sala de congregação)
08:00 - 10:30 - Avaliação e Aplicação de Testes e coletas
10:30 - 10:45 - Intervalo
10:45 - 12:30 - Apresentação dos resultados parciais da avaliação do dia
12:30 - Orientações Básicas e encerramento

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Quando sonhos se tornam reais


A todos que possuem um carinho por mim e que me dão a honra de ler meus comentários, pude viver hoje uma noite muito especial. Desde muito menino ficava em meu quarto vendo programas de esporte na televisão e ouvindo o apaixonante mundo do rádio esportivo. E na minha tenra infância ainda comecei a descobrir meus ídolos na imprensa esportiva.

Hoje a noite tive o grande prazer de assistir uma palestra com o renomado Juca Kfouri. Fiquei na terceira fila de frente pra ele, ele me olhou a palestra inteira como se soubesse que eu sempre fui seu fã! Foi um bate papo muito agradável, como só o Juca poderia proporcionar.

Ao fim da palestra pude ficar 5 segundos ao seu lado para um foto, além de uma troca de gentilezas no qual Juca é fenomenal.

Pude realizar mais um sonho de infância, noite muito feliz com a materialização de um sonho que inspira dia a dia a fazer desse blog um local de informação com precisão.

Muito obrigado à todos vocês!!

LNB contrata o técnico Lula Ferreira

Liga Nacional de Basquete anuncia a contratação do treinador campeão do último NBB, Lula Ferreira, para ser o novo gerente técnico da entidade

A Liga Nacional de Basquete (LNB) anunciou, nesta terça-feira, a contratação do treinador Lula Ferreira para ser o novo gerente técnico da entidade. Lula, que foi campeão da última edição do NBB com o Universo/Brasília, será o responsável pelo desenvolvimento técnico das competições organizadas pela LNB e dos clubes associados em todos os aspectos.

"Fiquei muito empolgado com o convite. A Liga é a grande motivadora do basquete brasileiro e trabalhar numa entidade que presta esse serviço é uma honra e uma grande responsabilidade. Será uma experiência profissional importante para minha carreira e estou feliz por poder fazer parte desse time que está ganhando", disse Lula Ferreira.

Após quase quatro décadas atuando como treinador, Lula acredita que esse foi um bom momento para tentar um novo desafio profissional. "Chega um momento na carreira que você pode contribuir também do lado de fora. Pode não parecer, mas eu já tenho 38 anos de carreira como técnico, não é pouco tempo. E o momento coincidiu para que eu pudesse exercer essa nova função", afirmou Lula, que iniciou a carreira na Hebraica (SP) e treinou o Palmeiras, o Corinthians, o COC/Ribeirão Preto, o Universo/Brasília, além da Seleção Brasileira adulto masculina.

Como treinador, Lula coleciona diversos títulos importantes. Comandando o COC/Ribeirão Preto conquistou o pentacampeonato paulista (de 2001 a 2005) e o título brasileiro em 2003. Nesse mesmo ano, assumiu o cargo de técnico da Seleção Brasileira principal, levando o País à medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, em 2003, e no Rio de Janeiro, em 2007. Após a passagem pelo Brasil, Lula comandou o Universo/Brasília, onde foi campeão da Liga das Américas (2009) e do NBB 2009/2010.

Lula pretende usar toda essa experiência adquirida como treinador para poder colaborar com o desenvolvimento das equipes que disputam o NBB. "Meu objetivo é trazer essa experiência das quadras para dentro da Liga, para que possamos continuar esse trabalho de evolução do campeonato. Posso ajudar nesse elo entre os clubes e a LNB buscando saber quais são as necessidades de cada clube e contribuir para o desenvolvimento", afirmou.

Para o presidente da LNB, Kouros Monadjemi, a contratação de Lula Ferreira é um grande passo para o desenvolvimento do basquete brasileiro. "Dentro daquilo que prometi para a Liga, a profissionalização do basquete, fico muito feliz e satisfeito de poder contar com um profissional como o Lula. Ele é uma pessoa, que mesmo quando era técnico, sempre se dedicou para a melhoria da Liga. É um sonho que se torna realidade", comentou.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mas teve Brasil na final do mundial de basquete!

Hoje o time americano ganhou mais um título mundial de basquete masculino com uma vitória convincente sobre o esforçado time da Turquia. Foi um mundial com grandes jogos, poucas novidades técnicas e táticas, e uma arbitragem de bom nível.

Para nós brasileiros, o grande destaque ficou com o árbitro Cristiano Maranho. Em todos os jogos mostrou muita segurança, competência e qualidade, mesmo em jogos com muita pressão.

E nada melhor que o grande prêmio para o árbitro brasileiro, que apitar a final do mundial. Levou o jogo sem problema algum e nos orgulhou com sua atuação.

Entra para a história no mesmo nível de Luiz Afini, Pelissari e Renatinho.

Parabéns Maranho, parabéns Brasil.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Enfim, pensando no futuro!!

NBB Sub-20 é aprovado

Liga Nacional de Basquete consegue aprovação do projeto de Lei de Incentivo ao Esporte e tem como meta, agora, captar recursos ainda para esta temporada

A Liga Nacional de Basquete (LNB) conseguiu, nesta semana, a aprovação do projeto de Lei de Incentivo ao Esporte para a realização da versão Sub-20 do NBB. O objetivo da entidade é que todas as 15 equipes que disputam a temporada 2010/2011 da competição nacional adulta inscrevam seus respectivos times de base no novo campeonato.

Com o projeto aprovado junto ao Ministério do Esporte, a LNB pretende, agora, captar os recursos necessários para poder dar início à competição simultaneamente com a terceira edição do NBB, que começa no dia 29 de outubro deste ano.

Desde sua fundação, a Liga Nacional de Basquete sempre se empenhou para poder concretizar esse projeto. "Essa é a maneira que a Liga achou para contribuir com os clubes na formação de seus atletas e revelar novos talentos visando a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro", afirmou o presidente da LNB, Kouros Monadjemi. "O campeonato Sub-20 poderá acabar com esse hiato que existe dos jogadores que saem do juvenil e não tem espaço imediato na equipe adulta. A competição será mais um atrativo para que os clubes consigam manter esses garotos no time de base por mais tempo", disse Monadjemi.

Na última edição do NBB, 50 jogadores com idade igual ou abaixo dos 20 anos foram inscritos na competição. O Paulistano/Amil foi a equipe que inscreveu mais atletas Sub-20, com sete; o São José/Unimed/Vinac foi a segundo, com seis; e o Lupo/Araraquara, o Vivo/Franca e o Pinheiros/SKY ficaram em terceiro, com cinco cada um.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

De novo, não!!!!!


Faltou o algo mais que sempre nos deixa na mão nos esportes de alto rendimento. No momento de decisão não tivemos a raça suficiente e não fomos destemidos nos momentos finais.
Sempre tive uma grande simpatia por Anderson Varejão e por Leandro Barbosa, por servirem a seleção e por também serem jogadores conhecidos mundialmente devido a NBA. Mas, em seus times, eles não possuem uma personalidade decisiva, ou seja, não são os jogadores que decidem os lances principais dos jogos. Suas aparições em momentos finais dos jogos da NBA são frívolas. Isso reflete diretamente no nosso jogo, da seleção.

Um exemplo disso é o caso de Marcelinho Huertas. Foi protagonista pelo Caja Laboral no título da liga espanhola, e isso se vê claramente nos jogos do Brasil nesse mundial.Em muitas situações de jogo, Leandrinho provou que está fora do sistema , pois quando ele deveria decidir infiltrando, cavando faltas, ou sendo simplesmente mais contundente, apelava para um chute de fora, forçado, desequilibrado no qual errava, lógico.

Mas, ficaram mais uma vez algumas lições, que a CBB, precisa investir mais na seleção. Primeiramente na parte médica, pois não é possível termos jogadores se machucando e demorando tanto para se recuperarem. E também na parte psicológica, entender quais as dificuldades desses rapazes em jogarem jogos importantes, e que aprendam a mentalizar o jogo, controlarem seus impulsos e os nervos. Talvez seja um caminho para a evolução.

O NBB vai ser nossa fábrica de campeões, por isso esta liga deve continuar a ser organizada, e fazer com que suas equipes sejam formadoras de atletas e que estes participem diretamente da liga. Precisamos de competições importantes para as categorias de base, para que eles aprendam a jogar grandes jogos, que nossos técnicos possam aprender mais também e que nossa arbitragem também acompanhe a evolução do jogo.

Fica mais uma tristeza, uma frustração e a torcida de que nosso basquete volte a ser grande, o começo do caminho foi trilhado, agora depende de todos os jogadores nascidos nesse país a terem postura e cuidado com suas carreiras.

Qualquer coisa a gente se fala......

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Agora é a Argentina!!!

Depois da derrota para a Eslovênia, hoje houve uma vitória retumbante contra a Croácia, conseguimos uma diferença de 18 pontos por quase toda a partida. Com uma defesa pesada, rápida e eficiente, com um início bem brasileiro de contra-ataques e depois um jogo mais cadenciado, abrimos uma diferença confortável e conseguimos colocar outros jogadores com ritmo e com eficiência, como Marcelinho Machado, Alex Garcia, Nezinho, JP Batista e principalmente Andreson Varejão.

Essa Argentina do técnico Sergio Hernandez, está muito desfalcada e tem no ala-pivô Luis Scola sua principal arma, ele é o melhor jogador do torneio e pode fazer a diferença.

Temos no nosso treinador, o argentino Rúben Magnano, uma arma a nosso favor, já que foi ele quem revelou e preparou esta geração vitoriosa da argentina.

Agora é torcer, torcer e torcer. Os jogos serão transmitidos pela ESPN e pelo Sportv, será dia 07/09 ás 13h. Vamos lá Brasil!!!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

NBB

NBB - Divulgada tabela da temporada 2010/2011

Terceira edição do NBB começa dia 29 de outubro, com São José e Brasília. O Jogo das Estrelas será disputado no último final de semana de janeiro.

A Liga Nacional de Basquete (LNB) divulgou, nesta quarta-feira, a tabela para a temporada 2010/2011 do NBB. A partida que abre o campeonato será realizada no dia 29 de outubro, às 20h, e será entre o campeão paulista de 2009, o São José/Unimed/Vinac, e o atual campeão nacional, o Uniceub/BRB/Brasília.

No dia 30, outras seis partidas fecham a primeira rodada da competição. O Araldite/Univille recebe o Itabom/Bauru, no Ginásio Ivan Rodrigues, em Joinville. O interior de São Paulo recebe duas partidas. O Winner/Limeira joga em casa com o time de Uberlândia, o Unitri/Universo, que faz sua estreia em uma edição do NBB. E o outro jogo colocará frente a frente o Lupo/Araraquara e o Minas Tênis Clube, no Gigantão.

Os dois times capixabas da competição também jogam em casa. O Vila Velha/Garoto/UVV recebe o Paulistano/Amil, no Tartarugão, enquanto o Vitória/Metodista enfrenta o Pinheiros/SKY, na capital do Espírito Santo.

Na última partida da rodada, o Vivo/Franca receberia o Flamengo, no Pedrocão, mas a partida ainda será remarcada em virtude da participação do time carioca na Liga das Américas.

Das 15 equipes que participam da terceira edição do NBB, apenas o Assis não atua no primeiro final de semana. O time paulista faz sua estreia no dia 7 de novembro, quando enfrenta a equipe de Joinville, fora de casa.

Um dos jogos mais esperados da temporada, o reencontro entre Brasília e Flamengo, acontece na 13ª rodada, dia 16 de janeiro. As equipes, que decidiram as duas últimas edições do NBB, se enfrentam no Ginásio da ASCEB, em Brasília.

A segunda edição do Torneio Interligas Brasil/Argentina e os Playoffs do NBB estão previstos para o início do mês de abril.


Jogo das Estrelas

De acordo com a tabela oficial do NBB, a terceira edição do Jogo das Estrelas será realizada no último final de semana de janeiro. Nos dias 28 e 29, os melhores jogadores do campeonato se encontram para a disputa dos Torneios de 3 Pontos e Enterradas, além do jogo principal. A LNB deverá definir a cidade-sede do evento até o início desta temporada. Em 2010, Uberlândia foi a sede.

Para acessar a tabela completa da temporada 2010/2011 do NBB, acesse o site da Liga Nacional de Basquete: www.liganacionaldebasquete.com.br

Mundial de Basquete

Escrevo minha coluninha sobre o mundial de basquete no intervalo do jogo do Brasil vs Eslovênia.
O Brasil conseguiu reunir um bom elenco para o mundial, mas na minha opinião, não o melhor. Não consigo entender a predileção pelo J.P Batista como substituto para o titularíssimo Nenê Hilário, cortado às vésperas do mundial devido a uma contusão nos tendões de Aquiles. JP é um peso morto no elenco, onde via Hátila Passos, Paulão Prestes ou até o garoto Bebê como substitutos tranquilos para a perda, JP Batista é uma opção equivocada, não é rápido, falta técnica de pés, arremesso horroroso e baixa estatura, como todo o time.

Fizemos um maravilhoso jogo contra os EUA, e jogos muito modestos contra Irã e Tunísia, onde sofremos com nossa falta de altura na quadra, mas nossa agilidade e precisão foram suficientes.
A primeira metade da partida contra a Eslovênia, ficou claro que a falta de pontaria nos tiros longos, que ficaram evidenciados nos jogos preparatórios, foram um dos motivos por ficarmos atrás no placar.
Nossos homens de garrafão até possuem altura, mas não são homens de contato pesado, contar todo o tempo com o talento de Tiago Splitter fica difícil!
Raça, vontade e muita marcação pro segundo tempo!!!

Infelizmente, a nossa equipe não conseguiu fazer o suficiente, marcamos melhor, Marcelinho Machado mostrou porque é o melhor jogador em atividade no Brasil atualmente, e fez quase 20 pontos no último quarto. Uma pana. Lakovic meteu 3 bolas de 3 pontos que impediram que empatássemos e virássemos a partida. Tudo devido a um segundo quarto miserável.
Sorte amanhã e vamos buscar a 3ª vaga do grupo.

domingo, 29 de agosto de 2010

NBB

NBB - Brasília e Flamengo são confirmados na Liga das Américas 2010/2011

O campeão do NBB, o Brasília, e o vice Flamengo foram confirmados, nesta sexta-feira, como os representantes brasileiros na próxima edição da Liga das Américas

O atual campeão do NBB, o Uniceub/BRB/Brasília, e o vice-campeão Flamengo foram confirmados como os dois representantes brasileiros na próxima edição da Liga das Américas. O anúncio dos 16 clubes que disputarão o torneio foi feito, nesta sexta-feira, pelo secretário geral da FIBA Américas, Alberto García, na cidade de Kayseri, na Turquia, país onde será realizado o Campeonato Mundial de basquete masculino adulto.

Argentina, Brasil, Chile, Equador, Uruguai e Venezuela serão os países da América do Sul na competição. Enquanto República Dominicana, México e Porto Rico serão os representantes da América Central e Caribe.

O atual campeão do torneio, o Peñarol, mais o Atenas e o Juventud Sionista serão as equipes argentinas na Liga das Américas. Pela Venezuela, estarão o Espartanos de Isla Margarita e o Cocrodilos de Caracas. E o Mavort de Quito será o representante do Equador.

O Chile retorna à competição após dois anos de recesso, mas a equipe do país só será definida em outubro. Mesma situação ocorrerá com o clube urguaio, que conseguirá a vaga após a disputa de um quadrangular entre as principais equipes nacionais.

O México será o país com mais participantes na Liga das Américas 2010/2011. Os mexicanos serão representados pelo Halcones UV Xalapa, o Halcones Rojos de Veracruz, o Pioneros de Cancún e o Toros de Nuevo Laredo. O campeão nacional Capitanes de Arecibo será a equipe de Porto Rico. E a República Dominicana só saberá seu representante no final de setembro.

Segundo a FIBA Américas, o processo de confirmação das sedes dos quatro quadrangulares e a definição dos grupos começará a ser feito nos próximos dias. A Liga das Américas 2010/2011 tem início previsto para o mês de dezembro.


Os brasileiros

O campeão do último NBB, o Brasília, manteve a base da equipe para a próxima temporada, com o ala/pivô Guilherme Giovannoni, os alas Alex e Arthur, o pivô Márcio Cipriano e o armador Nezinho. Nesta semana, o time da capital federal anunciou o reforço do pivô Alírio (ex-Flamengo), além de já ter contratado o pivô Lucas Tischer (ex-Assis). Os brasilienses já conquistaram o título da Liga das Américas, na edição 2008/2009.

O Flamengo também conseguiu ficar com os principais jogadores que disputaram a segunda edição do NBB e ainda trouxe reforços importantes para esta temporada. Os alas Marcelinho, Duda e Jefferson, os pivôs Teichmann e Wagner e o armador Hélio terão como companheiros o pivô Bábby (ex-Paulistano) e o ala norte-americano Kyle Lamonte, que foi campeão da última Liga das Américas com o Peñarol (ARG) e também o MVP (Jogador mais valioso) da competição.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Liga confirma 15 equipes no NBB 3

Liga confirma 15 equipes no NBB 3

Em reunião do Conselho de Administração, a LNB incluiu o CECRE/Vitória na disputa da próxima temporada. Iguaçu e Universidade/Rio Claro não foram aprovados.

Nesta quinta-feira, a Liga Nacional de Basquete (LNB) definiu, em reunião do Conselho de Administração, que a terceira edição do NBB terá a participação de 15 clubes. Além dos 14 times que já haviam sido confirmados, a entidade também aprovou a participação do CECRE/Vitória (ex-Saldanha da Gama).

O clube capixaba firmou uma parceria com a Metodista/São Bernardo, equipe que disputa o Campeonato Paulista. Os jogadores da equipe do ABC disputarão a competição estadual em São Paulo e, em seguida, se mudarão para Vitória para a disputa de todos os jogos do NBB. Além da parceria firmada, o CECRE atendeu integralmente às solicitações da LNB em relação ao planejamento para a próxima temporada, além das garantias financeiras, que viabilizarão o time para o campeonato.

Nessa reunião, o Conselho avaliou também as inscrições do Iguaçu Basquete Clube e da Universidade Sport Club (novo nome da Ulbra). Ambas as equipes não foram aprovadas, pois não cumpriram os requisitos financeiros e técnicos necessários para participação da próxima edição da competição.

A LNB também definiu na reunião que o modelo de disputa dos playoffs será a mesma da temporada passada, com oitavas (disputada do 5º ao 12º), quartas, semifinais e final decididas em séries melhor de cinco jogos. "A Liga sentiu que ainda não estamos preparados para uma final com um jogo só. É uma questão bastante sensível. Nós temos consciência que seria uma mudança muito importante na questão comercial e de marketing. Mas, nos últimos anos, sentimos o grande potencial dos playoffs. Gostaríamos de pensar nisso com mais maturidade para a próxima temporada", comentou o presidente da LNB, Kouros Monadjemi.

Portanto, o NBB terá em sua terceira edição as equipes: Lupo/Araraquara, Assis Basket, Itabom/Bauru, CECRE, Uniceub/BRB/Brasília, Flamengo, Vivo/Franca, Winner/Limeira, Minas Tênis Clube, Araldite/Univille/Joinville, Pinheiros/SKY, São José/Unimed/Vinac, Paulistano/Amil, Vila Velha/Cetaf/Garoto/UVV e Unitri/Universo/Uberlândia.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Magnano dando um relho nos gigantes!


O técnico da seleção brasileira de basquete masculino, o argentino Rúben Magnano, vem fazendo estragos na rapaziada, em preparação para o Mundial da Turquia em agosto.
São treinos puxados, com ênfase na defesa. Defesa forte é sinal de ataque tranquilo.
Meu primeiro técnico de verdade, o querido Zé Alberto sempre dizia: " A gente se cansa da defesa e descansa no ataque".

E Rúben Magnano vem fazendo isso com uma equipe com pedigree de ataque, Marcelinho Machado, Alex "Brabo", Nenê Hilário, Thiago Splitter, Anderson Varejão, Leandrinho entre outros.

O time está focado como a muito tempo não se via, tomara que as coisas andem de acordo com o planejado.
O blog estará acompanhando o Mundial de Basquete e todos os seus jogos. Fiquem com a gente!!!

Os manos do Mano

Pois é, o Mano Menezes mal assumiu e teve que convocar, e convocou bem. Os goleiros Victor do Grêmio, é um atleta fadado a seleção. Jefferson do Botafogo-RJ, teve passagem na Sub-20 e quem sabe.... O Renan do Avaí é uma aposta para as Olimpíadas de Londres de 2012.

Nas laterais um pouco de pragmatismo com novidade, Dani Alves do Barça e André Santos do Fenerbahce da Turquia são caras veteranas e Rafael do Manchester United e Marcelo do Real são realidades do futebol mundial.

A zaga com Thiago Silva do Milan (pra mim um dos melhores do mundo em sua posição), David Luiz do Benfica, que é uma aposta do Mano, Réver que nem estreou pelo Galo mineiro é outra aposta, juntamente com Henrique ex-Coxa e Palmeiras, que tem passe junto ao Barça mas está emprestado ao Racing-ESP são novidades não esperadas para uma primeira convocação.

O meio com o bom e conhecido do Mano, Lucas do Liverpool, Hernanes do São Paulo, Ramires do Benfica, Sandro do Inter-RS, e a surpresa Jucilei do Timão. Na meia o gênio Ganso do Santos, Carlos Eduardo do Hoffenhein da Alemanha e que trabalhou com o Mano no Grêmio e o Ederson do Lyon, provando que o Mano vê o futebol de todas as ligas pra saber quem é quem, e provando que Dunga era muito mais obtuso do que se imaginava, pois não convocou o craque do Lyon e sim o operário, Michel Bastos.

Na frente é a festa do povo, com atacantes muito velozes e de qualidade incontestável, como André, Neymar e Robinho do Santos, juntos com Diego Tardelli e Alexandre Pato.

Na minha opinião, a convocação do Jucilei e não do Elias, e a não inclusão do Fred como comandante de ataque foram os equívocos do técnico Mano, mas ele teve apenas dois dias para pensar em convocação e mesmo assim formou um belo grupo.

Fica a crítica da mistura de time principal e olímpico, receita que não deu certo antes e não dará mais pra frente, há que se separar os trabalhos, de preferência com outra comissão técnica. Mas as cartas estão na mesa e as fichas foram lançadas, que Mano Menezes, que deu um belíssimo exemplo de educação e bons modos na coletiva de ontem, possa fazer o melhor por nosso futebol.

sábado, 24 de julho de 2010

A frigideira está no fogo!!

Então a novela acabou! Ricardo Teixeira o dono da CBF, tentou fazer uma escolha que ficasse fácil para ele e não para a seleção. Escolheu Muricy, por várias razões, nos últimos anos foi o mais vitorioso, tirou leite de pedra no São Paulo, com jogadores medianos transformou o tricolor em tricampeão brasileiro, mas este fez algo inédito na história do futebol brasileiro, disse não a Dom Ricardo.

Celso Barros da Unimed Rio e o presidente Horcades vieram à público defender a posição do atual time de Muricy, o Fluminense. Contaram uma historinha fajuta de prorrogação de contrato, aumento de salário e outras coisas pra encobrir a verdade. Muricy sabe que seleção brasileira na mão de Dom Ricardo e com Copa no Brasil é uma baita casca de banana.

Dom Ricardo com seu cavalariço Rodrigo Paiva entraram rapidamente em ação para tentar a segunda escolha, Mano Menezes do Corinthians. Mano pensou um pouco, falou com o lobista Andres Sanchez, seu presidente, e fez uma confirmação com status de chefe de estado, convocada coletiva no meio do treino de sábado, entra ao vivo nas principais emissoras e com tom amistoso comunica que aceita o cargo de técnico da seleção brasileira de futebol que pertence à CBF e ao Dom Ricardo Teixeira do Dinheiro Público.

O cargo da seleção brasileira é o teto da carreira de qualquer técnico do nosso país, mas é preciso fazer uma avaliação do passado e do presente do patrão. Ricardo Teixeira assumiu a CBF em meados de 1990, depois do desastre da Copa da Itália em que Lazzaroni sacaneou com nosso futebol. Ele pregou que iria fazer uma revolução, e patati patatá. Chamou Paulo Roberto Falcão para dar uma cara nova, e trouxe, mas no momento em que era necessário proteger os interesses da seleção e do técnico, Dom Ricardo queimou sem dó um grande ídolo do futebol brasileiro.
Traz Parreira e com ele fomos campeões nos pênaltis, mas beleza, estávamos em um momento histórico no país. Veio Zagallo em seguida, vice do mundo. Depois foi uma zona. Luxa fez um bom trabalho, mas sua arrogância mexeu com poderosos que usaram a política e o fisco para o derrubarem. O fracasso retumbante de Leão que nos fez engolir jogadores de série C até chegar Felipão, no esquema contra tudo e contra todos. Fomos penta.
Voltamos com Parreira e os latifundiários das posições e suposta zona na concentração, fracasso na Alemanha.Precisávamos de uma mudança radical, novos ares, disciplina, e Dom Ricardo inventou o Dunga. Foram quatro anos de batalhas nas coletivas, teimosia, títulos irrelevantes perto da Copa do Mundo, Júlio Baptista, Felipe Melo, Josué e Michel Bastos.
Após perder o jogo para a Holanda,Dunga foi demitido por telefone o que é um fato extremamente covarde e desagradável. Dom Ricardo se omitiu de tudo, colocando a culpa toda no técnico, fritando seu passado como líder de uma seleção de fracassados e como técnico de futebol.

Não sabemos como Mano irá reagir dentro da frigideira, mas que ela já está quente, está. Tudo depende de tudo a Dom Ricardo nada é tudo e tudo é frito!!!!

Qualquer coisa a gente se fala!

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Enquanto isso aqui em Joinville.......

O JEC parece que ouviu minhas preces e se resignou ao seu tamanho. Fez contratações pontuais com um tempero catarinense. Nenê ex-Chapecoense e Pantico ex-Brusque chegaram para jogar. Os dispensados Miro Bahia, Lira e Lino não farão falta e que vão com Deus!!
A série D começa nesse final de semana e vale a torcida para que o fantasma da decadência vá definitivamente embora.

O técnico Edinho Narareth não consegue treinar devido ao mal tempo, o que é um problemão, e o adversário o Oeste de Itápolis não tem alguns jogadores regularizados. O negócio é torcer e ver o que vai dar!!!

Queria deixar registrado a minha alegria em ver o time do Brusque fazer bonito. Tem projeto e tem futuro, já tem calendário para o ano que vem e tomara que faça bons investimentos. Quanto mais times catarinenses forem bem no cenário nacional, melhor será para todos, ainda mais que copa está chegando!!! Em quatro anos poderíamos ter times em todas as divisões do Brasileiro e disputando títulos. Seríamos o melhor estadual do Brasil!! Força SC!!!!

Registro de última hora

O técnico do time de basquete de Joinville, Alberto Bial teve uma acidente isquêmico transitório (AIT), uma prévia de um AVC, está internado e fazendo todos os exames. Recebeu visitas dos atletas e está fora de perigo.

Valeu, qualquer coisa a gente se fala!!!!

Meio de semana agitado

Um meio de semana bem movimentado em todo o país. O Brasileirão voltou com tudo e com bons jogos. A rodada começou com jogos sem muita emoção. Grêmio e Vitória fizeram um jogo igual a temperatura do campo, um jogo frio sem emoção e mostrando que o Grêmio não achou seu jogo, além de ter muito azar com as contusões. O bom Mario Fernandes antes do jogo e Leandro aos 22 minutos do primeiro tempo se contundiram e deixaram a equipe ainda mais frágil. O ditado gremista diz que "o nosso camisa 10 é o 5" deixa claro que a torcida prefere pegada do que requinte, e está sem identidade.
O Vitória mantém o feijão com arroz bem feitinho sem muito brilho, mas com objetividade, se não fosse pela bobagem do lateral Egídio o time baiano sairia com o resultado positivo do Olímpico.

O Flamengo mostrou muita vontade e determinação e derrotou o sonolento Botafogo na quarta a noite. Jogo sem brilho e sem emoção. 1 a 0 e fim de papo.

O Avaí é o Juventus do brasileiro, está fazendo travessuras novamente, ganhando do São Paulo dentro do Morumbi. Apenas dois contra-ataques foram suficientes para o time manezinho fazer o placar, quando o tricolor acordou já era tarde.

Goiás e Vasco não fizeram nada, o compacto do Sportv durou 20 segundos. O a O explica bem o que houve. O Vasco torce para agosto chegar logo, já o Esmeraldino está na mesma, pra mim ainda é uma incógnita.

O Cruzeiro foi a Arena da Baixada estreando Cuca no banco e o atacante Robert ex-Palmeiras. Foi feliz, fez 2 a 0, um gol no fim de cada tempo. A torcida atleticana está com os cabelos arrepiados, trouxe jogadores de baciada mas até agora nada! Sinal amarelo na Arena!

O tão aguardado choque de líderes não foi o jogo que se esperava. O Corinthians estava com desfalques significativos, mas jogou muito mal. O Ceará é aquele time arrumadinho. Um bom goleiro, laterais que marcam e sobem, zaga pancada, volantes marcadores mas sabem passar um meia folclórico (Geraldo) e um ataque com um corisco e um fazedor de gols. Simples mas vice-líder.

O Inter foi a Campinas e deu uma chapuletada no Guarani, mostrando força na estréia de Celso Roth, até o Taison fez gol e jogou bem. Inter está forte e promete.

Na quinta-feira o Fluminense poderia se tornar líder não fosse um único vacilo e o time do Grêmio Prudente (que torço pra cair pra nona divisão) empatou o jogo, deixou o Muricy com cara de Dunga e uma sensação de quase gozo! Chegando todos os reforços pode ser um time pra ganhar o campeonato.

Atlético MG e GO fizeram um jogo bom. Diego Tardelli mostrou que continua em boa forma e o time goiano vai fazendo a sua jornada de volta a segundona.

O melhor jogo da rodada foi o clássico Palmeiras e Santos. Fiz uma experiência nesse jogo e narrei pra uma web radio, assim que tiver mais fera passo o link para o acompanhamento dos amigos. Jogo de times de futebol que treinaram durante a parada da copa. O Santos um pouco mais lento do que no primeiro semestre, mas com um toque de bola que me agrada muito. O Palmeiras veio diferente, os jogadores com uma vontade não vista neste ano. Toque de bola objetivo, dois golaços um de Everthon que perdi a voz logo aos 18 do primeiro tempo, um gol de sorte no segundo e um gol de craque de Marcel do Santos foram o menu da noite. O Ganso é mesmo um crarque, é um misto de jogador clássico com atlético, ele fora de forma e com uma perna engessada é muito mas muito melhor que o Júlio Baptista no auge.

É isso aí, qualquer coisa a gente se fala!!!!

sábado, 10 de julho de 2010

Aos merecedores a vitória!!!

Bom, vivemos dias atribulados no meio esportivo. Aqui em Joinville muita coisa boa aconteceu e coisas muito ruins também. No Brasil e no mundo nada pára, todos os olhos se viram para a final da Copa do Mundo na África do Sul. Espanha e Holanda jogarão um partidaço e quem vencer será campeão inédito o que é ótimo para o futebol do mundo. Jogadores que precisariam de uma afirmação internacional terão certamente. Pelo futebol torço pela Espanha, toque de bola refinado, objetivo, joga um futebol com requinte e glamour. O jogo pelo jogo. Já a Holanda veio para esta copa com uma filosofia mais pragmática, sem muito brilho, com uma carga competitiva maior, jogadores de muito brilho jogando como operários especializados, futebol competição, cirúrgico, menos vistoso. Pode dar qualquer um!
A disputa pelo terceiro lugar foi um belíssimo jogo, com emoção até o último lance, o time macho man do Uruguai trouxe a velha garra junto com um futebol nota 7, que foi suficiente para chegar até ali, e a Alemanha se reinventou, formou um time com jeito de ONU, com mais molejo, mais criatividade, sem brucutus, foi científico e ganhou por 3 a 2, ficou com bi-terceiro lugar. Merecido pela campanha e competência durante a competição, foi covarde contra a Espanha e por isso não está na final.

Enquanto isso na Sala das Injustiças...

Dr. Ricardo Teixeira em entrevista ao Bem Amigos, no Sportv, queimou Dunga, dizendo que não teria como fazer nada, viu o barco afundar e não tomou nenhuma atitude para garantir o futebol brasileiro pelo menos nas finais da Copa. Disse "Depois que se está voando sobre o Atlântico não há como voltar", muito inteligente e covarde da parte dele, então pergunto, qual é a função dele na CBF? Deixou o Dunga fazer besteiras, queimar os bons jogadores e levar pra Copa os operários e depois dizer que não há nada a fazer, ele está de brincadeira!!
Tenho muito temor com a Copa de 2014 aqui no Brasil, estamos realmente preparados para tal evento? Só o tempo dirá!!


Aqui em Joinville...

O Jec mais uma vez fez o mais difícil, conseguiu perder a Copinha dentro de casa mais uma vez. E uma pergunta ficou em minha cabeça por algumas horas: " O Jec está tão pequeno assim ou os adversários cresceram demais?"
O Joinville Esporte Clube está com uma fleuma de time grande que irrita até o seu mais fervoroso torcedor. Traz jogadores medianos por bons salários, dá uma estrutura razoável para o trabalho e os resultados não aparecem. Qual o motivo? A fleuma, a arrogância, a falta de espelho.
O JEC está a 7 anos enfrentando problemas para se manter em uma divisão e ter calendário nacional. Um ano mal planejado custou quase uma década de desaparecimento do futebol brasileiro. Não se investiu na base como deveria, formou poucos jogadores, jogou muito dinheiro fora com jogadores péssimos, não teve resultado algum, vive um problema de identidade administrativa e técnica. O JEC precisa saber qual o seu real tamanho e fazer o que se pode para atingir o que se quer. Temos uma torcida de amantes fervorosos, uma imprensa de despreparados que levam tudo para o ambiente pessoal e assim acham normal demitir treinadores a cada trimestre. O JEC teve uma centena deles e o Liverpool na Inglaterra teve 18 em toda a história (que tem mais de 110 anos), por isso somos terceiro mundo e eles primeiros.
PLANEJAMENTO BEM FEITO JÁ!!!!

Curtinhas:

- O basquete de Joinville trouxe o bom pivô Fernando Coloneze que veio do Flamengo, vai se encaixar como uma luva no time da cidade.
- Assim como o armador Paulinho que veio do Paulistano, ótimo reforço que junto com Manteguinha e Espiga fará um pipocar de cestas!! Tomara.
- O Futsal segue seu caminho, se classificou para a segunda fase do estadual e tem obrigações a cumprir nesta competição.

Qualquer coisa a gente se fala!

sábado, 3 de julho de 2010

Próxima seleção brasileira

Rei morto, Rei posto. O Brasil perdeu, viva o Brasil. Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima. São frases de efeito para tentar amenizar a perda de mais uma copa do mundo.
Agora a pouco fiz um exercício para tentar fazer uma mudança na seleção que possa trazer a tradição do Brasil de volta. E acabei fazendo uma seleção século 21 com caras novas e outras nem tanto.
No gol, o Julio Cesar tem crédito e o Gomes é um baita goleiro. Na lateral-direita os dois Maicon e Dani Alves tem cadeira cativa. Na zaga o Thiago Silva, o Luizão e o Juan ainda tem espaço, o Lúcio enquanto puder e o Miranda se voltar a jogar bola são nomes que farão uma zaga segura. Na lateral esquerda a busca é intensa e deve ser cirúrgica, acredito no Marcelo do Real Madrid e daria uma chance aos gêmios brasileiros do Manchester United, Rafael e Fábio. Na cabeça de área Hernanes, Ramires, Lucas do Liverpool, Jean do São Paulo ou Denilson do Arsenal além do coringa Wesley do Santos. Na meia Kaká se tiver saúde pra jogar, Ganso é lógico, Ronaldinho Gaúcho se tiver a fim mesmo, daria uma chance para o Marquinhos do Santos, o Phelippe Coutinho da Inter de Milão e para o Carlos Eduardo do Hoffenhein da Alemanha. No ataque partiria com Fred do Flu, Adriano da Roma, Pato do Milan, Neymar ainda do Santos e Robinho pra ser coadjuvante. Acho que o Brasil ficaria muito bem representado com estas figuras. Gostaria de opiniões e sugestões. Qualquer hora a gente se fala!!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

40 e poucos dias depois

Não fiquei muito pilhado em ficar escrevendo o tempo inteiro durante a copa do mundo, ainda mais com o time que enviamos para a África do Sul, e com o agravante do enclausuramento que a seleção brasileira acabou fazendo por ordem do anão maior Dunga, e por isso ficamos todos sem muitas notícias.
O time da CBF pagou o preço pela baixa qualidade da convocação, pelas escolhas pouco inteligentes e por uma filosofia que deixaria o Capitão Nascimento do filme Tropa de Elite muito orgulhoso. Não se deve deixar muitos homens juntos, trancados sem descomprimir de vez em quando, pois toda a agressividade nata do homem vem à tona e o poder mental da concentração se esvai.
Os esportes coletivos provam o quão é importante a gestão de pessoas e da utilização de indivíduos heterogêneas em um ambiente homogênio com um foco em comum. Aprendi em mais de 10 anos jogando basquetebol, que em uma equipe deveríamos ter um jogador nato, um operário, um gênio e um colérico. Quando cito jogador nato eu cito o Maicon, o Juan, o Daniel Alves, atléticos com um bom domínio técnico que com um alto grau de competição intrínseco. O atleta operário como o Elano, Gilberto Silva, Michel Bastos, Lúcio, Kléberson, Ramires, Grafite, entre muitos que estavam ao lado do técnico da seleção no banco de reservas, suam muito, pensam pouco e correm para os outros. Os gênios seriam o Kaká e o Robinho e só!Deveriam ser fora de série mas foram comuns.
E os coléricos são o Luis Fabiano e o tal do Felipe Mello. Só que a cólera empregada no esporte geralmente motiva, inflama a todos ao redor fazendo com que sejam um propulsor para o restante, mas vimos apenas a ira e o descontrole destes rapazes.
Os gênios ficaram nos comerciais e nos games. Robinho é uma promessa que não aconteceu, vive de lampejos mas não consegue ter luz prórpria e Kaká é um gênio almofadinha, ele não consegue ser protagonista, depende de uma retaguarda forte e que o garanta. Os nossos gênios levados para a copa não fazem jus a fama. Foram comprometidos, aguerridos mas não possuem o perfil de produzir bem em uma situação adversa.
Não tenho nada contra o Luis Fabiano, ele salvou o Dunga muitas vezes, mas pela nossa história em mundiais ele é sem dúvida o mais desengonçado atacante que levamos para uma copa, concorre com Serginho Chulapa neste prêmio. Com uma dinastia que vem de Vavá, Tostão, Jairzinho, Reinaldo, Careca, Romário e Ronaldo, ter o "Fabuloso" como camisa 9 é uma decadência, ainda mais tendo Fred, Adriano, Neymar no Brasil assistindo no sofá, é de chorar.
Perdemos pelo descontrole, perdemos pela prepotência do Júlio César, pelo desequilíbrio emocional, pela falta de criatividade, pela teimosia, pelo conflito com a imprensa, enfim, pelo conjunto da obra.
Nunca nos esqueçamos que toda a tragédia é o conjunto de pequenos erros. E acho que 2014 já está comprometido, pois os estádios nem começaram a ser qualquer coisa!!!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A famigerada convocação

Bom amigos!
A convocação saiu, e pra variar houve polêmica, mas desta vez a discordância nos traz uma situação diferente, a total falta de talento da seleção me faz voltar na história e procurar uma seleção com um elenco tão fraco: Nas copas da era "medieval" tínhamos Leonidas, Ademir Queixada, Zizinho. Nas copas que ganhamos tivemos constelações. Em 58 havia Didi, Pepe, Zito. Nilton Santos, Djalma Santos, Vavá e os gênios Garrincha e Pelé. Em 62 os mesmos acima e ainda Amarildo que entrou no lugar de Pelé machucado. Ema 66 ano do maior vexame, tínhamos Pelé, Garrincha decadente, Gerson, Jairzinho, Tostão e perdemos para a violência e para a arbitragem. Em 70, 8 gênios dividindo o campo. Em 74 tínhamos jogadores do calibre de Rivellino, Luis Pereira (não fez uma boa copa), Leão, Jairzinho blackpower, o ótimo Carpegiani. Lá o Zagallo estragou um pouco. Em 78 o início de uma grande geração com Nelinho, Reinaldo, Zico, Zé Sérgio, Roberto Dinamite, Cerezo, muitos jogadores ótimos (a Argentina estragou essa copa). Em 82 a geração bailarina com Sócrates, Júnior, Leandro, Éder Aleixo, Falcão, Paulo Isidoro e Zico, não ganhou por causa de uma cagada do Cerezo. Em 86 os astros anteriores envelhecidos com a meninada Careca, Muller, Silas e Edivaldo(os Menudos do São Paulo). Em 90 a grande falta de talento de Lazzaroni, deu no que deu, Romário machucado, Valdo sem criatividade, e um 3-5-2 sem sentido. Na copa dos EUA em 94 sofremos mas Romário e Bebeto sozinho e uma defesa européia nos trouxeram a copa, junto com o mesmo Dunga. Em 98 jogamos de uma forma burocrática mas tínhamos o improviso de Rivaldo, Ronaldo, Bebeto envelhecido e a loucura do Denílson, fomos vice. Em 2002 a família Scolari com Ronaldinho jogando muito, Juninho Paulista como escudeiro de luxo, Rivaldo e Ronaldo a coisa foi até fácil. Em 2006 tínhamos um monte de gordos e velhos latifundiários como Cafu, Roberto Carlos, Ronaldo, mas tínhamos o Kaká que não resolveu, o Ronaldinho Gaúcho cansado de ser elogiado, mas ali quem atrapalhou foi o Parreira, pois o Robinho, Juninho Pernambucano, Cicinho e Fred estavam voando e ficaram no banco.
Agora temos uma seleção com jogadores bons, operários, mas não são gênios, não improvisam, tomara Deus que o Dunga esteja certo, mas ele precisa entender que está na contra-mão do futebol atual, olha pro Santos, pro Manchester, pro Chelsea, pra seleção da Espanha, da Inglaterra e até da Argentina, essas equipes estão jogando pra cima do adversário, agredindo, sufocando, escapando das marcações com brilho, improviso e qualidade. Será que temos isso tudo agora???
O Kaká está mal, o Luiz Fabiano e o Felipe Melo são temperamentais e sob pressão podem ser expulsos, o Elano é operário mas não garante nada. Vamos ficar dependendo dos dois laterais direitos jogarem juntos e bem!!! Time torto!!Mas mesmo assim boa sorte Dunga. Um fracasso seu será o fim de uma carreira que mal começou!

domingo, 2 de maio de 2010

Os Brasileiros dos anos 80

Por ser campeão estadual praticamente todo o ano, o Jec era o representante catarinense no campeonato brasileiro. Haviam muitos times, as fórmulas de disputas eram extremamente confusas mas pra gente era festa, começava o ano e o brasileiro já dava sinais de vida.

Na minha lembrança o tricolor buscava muita gente no mercado interno para jogar os brasileiros, me disseram que o Lico que jogava no Avaí veio pra cá devido a oportunidade de jogar a competição nacional, o Balduíno a mesma coisa. Para mim a lembrança de uma contratação por empréstimo que mexeu com o coreto foi a do Albeneir em 1984, ele veio do Figueirense para jogar o Brasileirão e não fez feio. Era uma situação um pouco incômoda, mas mesmo assim as coisas andavam bem, ganhávamos em casa e apanhávamos fora dos grandes. Éramos grandes também!

Nestes muitos anos de tricolor na primeira divisão do brasileiro vimos muitos jogos interessantíssimos no Ernestão, alguns eu ouvi pelo rádio para ver os lances no dia seguinte, outros em companhia de vizinhos via no estádio, e eram jogos inesquecíveis.
Relato de um Jec x São Paulo em 1986, que parou a cidade, o time paulista veio completinho com Gilmar, Zé Teodoro, Adilson, Dario Pereyra e Nelsinho, Bernardo, Silas(atual treinador do Grêmio) e Pita, Muller, Careca e Sidnei, o Jec estava com Walter, Alfinete, Leandro , Adilço e Gilberto, Junior ( Dorival), Nardela e Maringá, Geraldo Pereira, Wagner e Paulo Egidio, foi o melhor zero a zero da minha vida. Pena que na volta no Morumbi tomamos de 5, mas não tinha problema, o nosso time dava canseira nos grandes, ganhava deles no Ernestão e fora às vezes dava pra engrossar. Temos bons aqueles.

Entendendo mais da coisa

Aprender a ler é uma conquista que abre as portas do mundo inteiro para qualquer indivíduo, e para mim não foi diferente. Quanto mais eu desenvolvia a leitura mais conhecimento, vocabulário e informação eu adquiria. Lia os jornais, todas as notícias, lia livros para minha idade. Os famosos livros da coleção Vaga-Lume.
O pai me dava semanalmente a revista Placar para que eu desenvolvesse a leitura, sendo uma forma alternativa de interesse e que acabou em uma doutrina futebolística. Ficava ligado em todas as partidas da semana, as reportagens, os fatos interessantes, às entrevistas, ás tabelas de classificação, tudo!!! Foi um momento de me tornar um cientista mirim do futebol além de ser a única fonte de informação mais descente de acompanhar o campeonato brasileiro da época, pois havia times demais, fórmula de disputa um pouco maluca, mas mesmo assim eu conseguia saber como ia o tricolor e como estava a eleição para a Bola de Prata no fim do campeonato.

Ler sobre futebol e aprender a ciência que há por trás da magia e da paixão também fascina, e é o que faço a quase 30 anos. Ir a um jogo e saber como o time vai jogar apenas olhando a disposição do time em campo, acaba sendo uma vantagem para o coração não se despedaçar sem necessidade.

Quando o tricolor e seus jogadores apareciam em qualquer matéria na revista, eu deixava de lado as aventuras de Xisto e lia enlouquecidamente. Era um orgulho, ver que o nosso time era importante e tinha repercussão nacional.
Era fantástico ler sobre a campanha do Jec nos brasileiros, as matérias com octacampeão Nardela e a famosa foto com as faixas. A apresentação dos ex-Jec Walter, João Carlos Maringá e Wagner Oliveira no Guarani, a reportagem sobre Moreno saindo do América para vir pro Jec, Paulo Egídio ganhando os holofotes do Brasil, Roberto Gaúcho, entre tantas. Como éramos grandes, como tínhamos importância. Bons tempos

Ler sobre futebol, ouvir histórias dos “catedráticos” em qualquer lugar que estes surgiam, foi uma primeira faculdade!

Conhecendo ídolos

No fim de 1982, mudamos de residência e fomos morar no condomínio Adriana no bairro Boa Vista, ali conheci alguns amigos que levo pro resto da vida, pessoas diferentes, o início de uma vida social com a molecada. Aprendi a jogar futebol em uma quadra improvisada em um local com asfalto solto, um negóciol mal feito, mas era o que tínhamos. Nesta época éramos poucos meninos que gostavam de jogar futebol e tínhamos no ainda inacabado condomínio muitos locais para jogar, e apelidávamos as improvisadas quadras com nomes de estádios, como Maracanã, Morumbi e não podia deixar de ser o Ernestão. Era muito divertido, e minha mãe coitada vivia tratando dos meus joelhos ralados devido a aspereza do terreno. Além de arrumar uma fratura no nariz que me impediu de fazer as aulas de Educação Física por quase um ano, foi deprimente.

Por volta de 1983, havia uma agitação diferente no apartamento em frente ao que eu morava, um novo vizinho acabara de chegar. Era um homem negro de sorriso fácil, alto, cara de sambista boa gente, sotaque carioca, sua mulher tinha olhos muito bonitos e era muito divertida, ele tinha uma filhinha pequena e um enteado. Família divertida estes meus novos vizinhos de porta. Tinham um Chevette branco com placa do Rio de janeiro. O nome dele era Leonildo Aparecido da Silva, mais conhecido como Leo. O zagueiro conhecido por xerifão.

Tio Léo como nós os meninos do prédio o chamavam, era um cara fantástico, quando ele jogava e chegava em casa após o jogo, lá estava o pentelho aqui reclamando que não podia ter deixado o atacante adversário livre, ou reclamava que o parceiro de zaga dele não tinha feito um bom trabalho, pois na minha cabeça eu era praticamente um entendido no assunto futebol e ele apenas olhava com o olhar cansado pra mim, ria e falava: “Éh mesmo!!! Então tá bom, deixa que no próximo jogo não vou deixar ninguém chegar perto da área!!.

Leo não era um vizinho que vivia na casa de outro xeretando, mas era muito gentil, sua esposa a Bia vinha lá em casa de vez em quando, batia papo, pedia aquelas famosas xícaras de açúcar e eram bem diferentes dos cidadãos joinvillenses da época, digamos que eles gostavam de rir bastante.

Nesta época eu era viciado no Jec, sabia de tudo, de todos os jogadores, acompanhava os resultados, era um chato como dizia minha mãe, pois quando o tricolor ganhava eu ficava insuportável, mas se perdesse eu chegava a chorar.

O último andar dos edifícios do condomínio Adriana consiste em uma cobertura coletiva, que continha uma churrasqueira, com mesas e coisas do tipo, Uma bela noite de sábado ouço muitas vozes de homens no corredor do prédio e fiquei curioso, tinha uns 7 pra 8 anos e quando abro a porta vejo um monte de gente conversando entre eles o meia João Renato (loirinho bom de bola), Palmito (grande cabeça de área), o lateral-direito Sidnei, o goleirão Walter Diab, o nosso cracaço de bola Nardela, e mais alguns que eu acabei não reconhecendo de imediato. Tio Leo como sempre um gentleman comigo, me convidou para comer uma carninha com eles e ouvir algumas das histórias e piadas. Foi um momento sublime, se eu contasse para meus colegas de escola eles nunca acreditariam, me senti um menino exclusivo aquele dia, foi fantástico!!! Conheci de apertar a mão e de ouvir bobagens todos os grandes jogadores do nosso timaço, meu Deus como foi legal. Minha mãe acertadamente de chamou e pediu que fosse pra casa pois eles estavam ali pra justamente terem um momento de lazer e não precisariam de um rapazinho enchendo o saco deles.

Tempos depois no final do ano de 1983 ou começo de 1984, eu fiz uma viagem de férias com meu pai e me ausentei de Joinville por um tempo, na volta minha mãe muito feliz ao me ver retornando ao lar, me disse que tinha uma surpresa me aguardando no quarto, fui correndo ver o que era e quando cheguei, vi uma camisa tricolor com número 6 estampado ás costas e com o escudo do Jec bordado do lado direito do peito, não havia patrocínio declarado da Tigre na camisa ainda e por isso ela estava “limpa” de tudo, escrita nela uma dedicatória de parabéns pelo meu aniversário que havia sido em dezembro e assinatura de todos os jogadores do time, acho que até o presidente Waldomiro havia assinado, fiquei estarrecido, de boca aberta, foi o melhor presente que recebi na vida até aquele momento, quase nunca usava a camisa, deixava ela guardada, até que alguns anos depois eu acabei usando, cometi a asneira de ir jogar bola com ela , recebi um puxão e ela rasgou inteira, foi uma facada no coração.

Outro presente que ganhei do Tio Leo, foi ir ao estádio em dia jogo com ele, foi muito legal. Eu e o seu enteado o Flavinho ficávamos nas cadeiras do Ernestão assistindo ao jogo e ali era possível visualizar as cabines de rádio e TV, e via os locutores e comentaristas que marcaram época na imprensa esportiva da cidade, mas isso a gente fala mais pra frente. Após o jogo tive acesso ao vestiário do estádio, ver os jogadores após um jogo é uma coisa bem diferente, pois havia discussões, risadas, orações e alegria, uma coisa que saberia bem o que era anos mais tarde.
Houve um momento na carreira do zagueiro Leo no Jec em que sua fase não era muito boa, acabou fazendo uns gols contra, alguns erros grosseiros, mas como ele era o ídolo ao meu alcance, quando o encontrava no corredor do prédio dizia a ele que eu não estava triste por ele e que tudo era culpa no novo colega de zaga dele, o valente Leandro que viera do Grêmio. Houve um dia que o Jec perdeu um jogo em casa, não lembro agora pra quem e que o xerifão Leo acabou fazendo um gol contra ao desviar um cruzamento, as mídias detonaram o zagueirão, queriam a cabeça dele em uma bandeja de prata. Esperei o negão no corredor, quase em frente ao seu apartamento e disse ale que a culpa não era dele que o goleiro Walter havia falhado. Acho que adiantou, pois mais uma vez foram campeões catarinenses e ele ganhou ainda um troféu O Jornaleiro dado pelo jornal A Notícia para a seleção do ano. Acho que pra ele foi uma ano inesquecível.

O Leo foi muito vitorioso no Jec, venceu alguns estaduais e fazia parte do famoso time de 1985 que ficou em 8º lugar do Brasileirão daquele ano, em 1986 ele foi embora do tricolor, tinha se mudado do prédio algum tempo antes e assim perdemos contato, jogou em alguns times de menor expressão. Fiquei muito triste ao saber pela coluna do Maceió que ele havia falecido, O Tio Leo fez parte da minha vida como um admirador do futebol e como um jequeano.

Mais um ídolo que tive contato de perto foi o ex-ponta direita e técnico Ratinho, uma figuraça, simpático, falante e adorava contar seus momentos em times inesquecíveis, como a Portuguesa de Desportos, onde viveu seus melhores dias. Contava como eram as chuteiras de cravo na sua época e quanto pesavam as bolas quando se jogava na chuva. Falava do Rei do Futebol Pelé, e como ele jogava, era uma viagem no tempo, uma sala de aula de futebol. Falava de tática, de técnica e de como um time deveria fazer para conseguir atingir o equilíbrio. Eu me tornava um rapazinho chato, pois como estudava perto de onde era sua loja, por um período de uns 9 meses, acredito que fui quase todos os dias á sua loja, nem que fosse pra dizer apenas um olá!!

Que Deus cuide muito bem de vocês!!!!

A primeira perda

Desde o dia que pisei no estádio as coisas mudaram bastante na minha vidinha de criança, meus pais se separaram, tive alguns problemas com o mundo, mas a maturidade precoce traz alguns bônus. Tornei-me o “hominho” da casa. Minha avó, vascaína, veio morar comigo e com minha mãe, e só pude acompanhar o tricolor pela televisão. Não conseguia perder os gols narrados pelo Marco Antônio Peixer para a RBS TV, no dia seguinte às partidas. Até que um dia de fevereiro soube pela TV que o Lico, nosso craque, tinha feito sua última partida pelo JEC contra o Bangu em Moça Bonita e iria para o Flamengo do meu ídolo, Zico.

Fiquei feliz por um lado, mas senti uma sensação de perda de outro. Aquele cara com jeitão de maloqueiro que ostentava uma bigodeira estilosa não ficaria mais em nossa cidade. Foi embora. Perdi muitas coisas neste fatídico ano do Senhor de 1981. Para que não fosse um ano perdido vi o rubro-negro carioca campeão da Libertadores da América contra o Cobreloa do Chile numa batalha em Montevideo e meses mais tarde em uma madrugada de dezembro o título do Mundial Interclubes em Tóquio contra o Liverpool da Inglaterra, Fiquei muito feliz, fui dormir com as camisas do Jec e do Flamengo. É lógico que tinha tudo a ver o Lico tava lá representando o tricolor!

O título estadual veio, para nós mas não consegui ver nada, apenas a comemoração e os foguetórios, mas lembro de sentir o gosto de ser campeão e do orgulho que a cidade tinha do time, pois nesta época o Jec não tinha hino, e quando faziam as chamadas congratulando o time pela conquista tocavam o hino da cidade, era incrível. Foi um ano diferente feliz e triste, não esqueci de quase nada!!!



Tudo na vida passa

Alguns meses depois o ano viraria e a noção de torcer e saber o que se quer, entender as regras do jogo, aprender a ler, foi notavelmente importante pra mim. Acompanhei mais uma vez o tricolor á distância, mais um campeonato. Alguns chegando outros indo embora. Foi a primeira Copa do Mundo que acompanhei com mais consciência do que ela representa. Assisti a primeira partida contra a União Soviética da muralha siberiana Dasaiev e o sofrimento que o Valdir Perez nos fez passar tomando um frangaço, que mais tarde fui perceber que era uma característica deste goleiro. Ganhamos com um golaço do Sócrates e uma pancada do Éder Aleixo depois de uma deixada perfeita do Falcão, bola no ângulo e 2 a 1 pro Brasil.

Depois foram os jogos contra Escócia e Nova Zelândia com exibição de gala de Zico e Falcão. Luciano do Valle e Juca Kfouri, junto com Mario Jorge Guimarães davam a moldura das pinturas que Brasil fazia em terras espanholas.
O jogo seguinte foi com a Argentina, atual campeã mundial da época que tinha Filiol no gol com a camisa 7, o Ardiles com a camisa 1 e um baixinho com barba por fazer, jeito de mal encarado que inclusive foi expulso daquele jogo, usava a camisa 10 que era nada menos que Diego Maradona. Ganhamos com autoridade, gols de Junior e Serginho Chulapa. Assisti esse jogo na instituição bancária que meu pai trabalhava no centro de Joinville, os homens ficaram eufóricos, falavam como era bom esse time, que tínhamos artistas e não jogadores, o então mestre Telê Santana comandava a trupe. Tudo andava ás mil maravilhas, o Brasil encatava o mundo todo. O samba cantado pelo lateral Junior “Voa canarinho voa”, tocava a toda hora nas rádios e na televisão. Tudo caminhava para uma conquista, só que faltava um último grande desafio.

O estádio Sarriá de Sevilha não tinha a beleza que o jogo merecia. Brasil e Itália se enfrentavam num clima de guerra por parte da Itália. O tal do Gentili de gentil não tinha nada, batia no Zico como se fosse um asno, o árbitro nada marcava, o manto amarelo foi rasgado pelos italianos e nem cartão eles tomavam. Paolo Rossi começou o sofrimento para o Brasil, Sócrates em uma jogada formidável de Zico empatou. Rossi de novo faz mais um. O empate classificava o Brasil e o cabeludo Falcão fez um golaço. O chato e condenável Paolo Rossi fez mais um, por mais que a cabeçada do zagueiro Oscar na época do São Paulo tivesse entrado, mas o safado do árbitro e o Dino Zoffi disseram que não e assim o Brasil entrou em luto. Vi homens chorando, as pessoas estavam muito tristes, o silêncio da cidade era algo assustador. Alguns revoltados falavam palavrões pela rua, os homens tão felizes minutos antes se tornaram rudes. Foi um acontecimento marcante na vida de todos os brasileiros.

Lembro de ter assistido a vários jogos muito interessantes daquela Copa. Alguns países que a muito tempo não figuram mais no cenário futebolístico mundial como o Kwait, Nova Zelãndia. Jogos que eram como se fossem guerras como a semi-final entre Alemanha do goleiro Schumacher do lateral Briegel. Breitner, Rumennigue e do jovem Matthaus, contra a França de Platini, Rochetaux, Girresse. Quer jogaço!! Deu Alemanha que pegaria a “maledeta” Itália que havia passado pela Polônia de Boniek na outra semi-final. Vi a final da Copa em casa, deu Itália e o Arnaldo Cesar Coelho se imortalizou no final do jogo ao levantar a bola como forma de encerrar a partida. Foi interessante.
Amadureci como torcedor, como criança entrando em fase escolar iniciaria uma outra fase em minha vida, que o Jec começaria a fazer mais parte.

Contatos Imediatos de 1º grau – minha primeira vez com o JEC

Minha história com o futebol começou cedo, lembro da Copa do Mundo de 1978, na Argentina, era pequeno, minhas lembranças são muito vagas, mas fiquei com algumas cenas “grudadas” em minha mente. Primeiro o golaço do Nelinho contra a Itália e outro o gol anulado de Zico contra a Suécia que o árbitro encerrou o jogo durante a viagem da bola num escanteio, ainda lembro da indignação das pessoas em volta da televisão, enquanto os Campões Morais daquele Mundial davam uma volta olímpica simbólica no estádio Monumental de Nuñes.

Por influência do meu pai, tornei-me um rubro-negro carioca, via o Zico pela TV e pra mim ele era como um super-herói, eu e o velho adorávamos ver o galinho jogar. Nutro até hoje uma grande afeição pelo clube carioca, mas antigamente era diferente, outros tempos e minha mente de criança não processava muito bem todo o frenesi de um futebol bem jogado.
O Jec nesta época tornava-se um time de respeito, lembro dos foguetórios na 9 de março pelas conquistas no colo da minha querida mãe que ficava me doutrinando, dizendo que era um barulho de vitória do Jec, mas não fazia idéia do que se passava, apenas o susto e os barulhos de carros buzinando e pessoas gritando nas ruas. O “velho” falava do Fontan, que era craque, do Ratinho e do Ademir Padilha, mas pra mim eram ET’s, não via nada deles pela televisão, anos mais tarde conheci o saudoso Ratinho, e me tornei além de um cliente assíduo de sua loja que ficava no prédio do antigo Clube Joinvillense, ao lado da Grillo´s papelaria hoje Nova Casa Sofia, um, ouvinte de suas histórias da época em que jogou na Lusa (Portuguesa de Desportos) e óbvio o JEC, mas isso eu conto mais tarde.

Meu pai também me levou pra conhecer o primeiro goleiro do tricolor, o Raul Bosse, ele tinha uma churrascaria no final da Avenida Getúlio Vargas, e lá o próprio recebia os fãs, achei ele uma cara legal, mas pra mim era um ilustre desconhecido, só achei engraçado ele ter o mesmo nome do goleiro do Flamengo, o Raul Plasmann, lembro de perguntar pro pai, se tinha que se chamar Raul pra ser goleiro, os dois me olharam e riram, pobre criança ingênua!
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Até que um dia a mágica do futebol sem replays se mostrou diante aos meus pequenos olhos. Aos 5 anos de idade junto ao meu pai, fui ao estádio Ernesto Schlemp Sobrinho, o querido e saudoso Ernestão pela primeira vez, era 1980. O Jec estava jogando o Campeonato Brasileiro daquele ano. Tenho lembranças um pouco embaçadas sobre tudo. Sentamos na arquibancada coberta, do lado direito, que dava pra ver o estacionamento do estádio, cheio de carros como Corcéis, Chevettes e Brasílias.
Sentados e acomodados vi o Jec entrar em campo com um uniforme pouquíssimo usado, camisa branca com detalhe tricolor nas ribanas, calções e meias pretas. Um detalhe que me marcou muito foi quando meu pai me apontou pro nº6 do agora “nosso” time, era o Ladinho, magrão bom de bola, lateral de primeira linhagem que havia vindo do Grêmio pra cá. O nosso camisa 8, o Lico não tava jogando aquele dia, se tava não me lembro bem. Lembro bem do goleiro do tricolor, era o Borrachinha... Mulato com cara de gente boa ficou, muito famoso aqui em Joinville, veio do Botafogo-RJ pra cá. Outras figuras que não pude deixar de notar eram o Zé Carlos Paulista, nosso atacante, o zagueiraço saudoso Wagner Bacharel e seu bigode de motoqueiro Hell’s Angels da época. Da partida em si, não lembro de detalhes, lembro da sensação de ver um gol no estádio pela primeira vez, foi assustador, acostumado a ver os jogos pela televisão e brincado de carrinho de ferro na sala de casa, no conforto do lar, sem muito barulho, usufruindo a regalia de ser filho único. E depois, assistir um jogo no estádio cheio, era como se um terremoto tivesse acontecendo, nunca havia ouvido um barulho tão estrondoso, a histeria coletiva tomava conta daqueles “tios” todos, depois achei graça.

Após o jogo ainda na saída do estádio vi as pessoas saindo felizes e contentes, olhava pro rosto dos “tios” e eles visivelmente semi-embriagados de cerveja quente me olhavam e diziam o coro mais entoado na cidade em toda a sua história: “JÉÈÈÈÈÈQUÊÊÊÊ!!!!!! Nunca mais esqueci este dia, e meu coraçãozinho de apenas 5 aninhos tornou-se tricolor de maneira imediata. Não se consegue explicar com palavras o sentimento, até porque, na infância a gente simplesmente gosta ou não das coisas, pessoas, comidas e lógico, times de futebol. Tenho certeza que foi o primeiro de alguns dos amores a primeira vista da minha vida!!!!! O Flamengo toma uma parte do meu coração, não nego mas o JEC loteou minha mente e faz parte da minha vida. Acompanha o meu cotidiano, é como se fosse uma propriedade, um irmão, não sei explicar. O Jec é o Jec!!!

29/01/1976

Um gol aos 49 minutos do segundo tempo, uma euforia que faz os instintos mais primitivos virem à tona como se conseguíssemos dominar o fogo pela primeira vez, uma sensação de estase puro, flutuávamos pelo ar junto com os brados impublicáveis. Casais, crianças, pessoas desconhecidas uma das outras se tornavam irmãs de sangue por alguns momentos. Estava eu, em frente a um quiosque em um shopping Center da nossa Joinville, dando uma fugidinha para assistir o final do segundo tempo entre o glorioso Joinville Esporte Clube (o nosso Jec) contra o Avaí pela final do primeiro turno do Campeonato Catarinense de 2010, o placar era 1x0 para o visitante e precisávamos de um simples empate para nos sagrarmos campeões do turno e classificarmos para a final do campeonato. Olhei para a TV e só consigo ver a bola do Ricardinho, nosso meio campo desviar na zaga do Avaí e a sensação descrita acontecer como uma mágica. O amor de uma cidade inteira se manifesta através dos gritos, e o meu ressurgir como se fosso algo arrebatador. O nosso JEC estava de volta, com autoridade, suor, trabalho e lágrimas, mas desta vez lágrimas de felicidade.

A minha história com esta instituição da paixão joinvillense nasce junto com o surgimento do JEC, no dia de sua fundação em 29/01/1976, tudo bem que eu era apenas um bebê de 1 mês e alguns dias, mas desde este dia minha vida e a do clube acabam se cruzando em momentos muito interessantes, belos, engraçados e tristes, como é toda trajetória de um torcedor.
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