Um gol aos 49 minutos do segundo tempo, uma euforia que faz os instintos mais primitivos virem à tona como se conseguíssemos dominar o fogo pela primeira vez, uma sensação de estase puro, flutuávamos pelo ar junto com os brados impublicáveis. Casais, crianças, pessoas desconhecidas uma das outras se tornavam irmãs de sangue por alguns momentos. Estava eu, em frente a um quiosque em um shopping Center da nossa Joinville, dando uma fugidinha para assistir o final do segundo tempo entre o glorioso Joinville Esporte Clube (o nosso Jec) contra o Avaí pela final do primeiro turno do Campeonato Catarinense de 2010, o placar era 1x0 para o visitante e precisávamos de um simples empate para nos sagrarmos campeões do turno e classificarmos para a final do campeonato. Olhei para a TV e só consigo ver a bola do Ricardinho, nosso meio campo desviar na zaga do Avaí e a sensação descrita acontecer como uma mágica. O amor de uma cidade inteira se manifesta através dos gritos, e o meu ressurgir como se fosso algo arrebatador. O nosso JEC estava de volta, com autoridade, suor, trabalho e lágrimas, mas desta vez lágrimas de felicidade.
A minha história com esta instituição da paixão joinvillense nasce junto com o surgimento do JEC, no dia de sua fundação em 29/01/1976, tudo bem que eu era apenas um bebê de 1 mês e alguns dias, mas desde este dia minha vida e a do clube acabam se cruzando em momentos muito interessantes, belos, engraçados e tristes, como é toda trajetória de um torcedor.
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